sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Aves migratórias feridas
tanto que já se confundem
com a fuligem das nuvens altas, tempestuosas.

Seu voo invisível, encoberto, anónimo e solitário
abre espaços novos com a sua paciente
melancolia e infinda demanda

Já quase esquecidas de si, voo, futuro, sonho,asas...
elas são a mais funda procura da esperança…

Minhas aves migratórias
doce horizonte, terno azuláceo que cerca a minha infância

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